Apesar de a minha sexta não ser assim tão feliz ( trabalharei no sábado ), não vou deixar de comemorar, e para animar mais a conversa que eu, o blogueiro Jopz do Base1Brasil http://b1brasil.blogspot.com/ e a blogueira Nervosa-San do Nervosa http://nervosa-san.blogspot.com/ tivemos, aí vai para a sexta-Feliz de garotas + sapatos + cinema:
A grande Diva Betty Grample, uma das primeiras pin-ups, conhecida como as pernas de 1 milhão de dólares e que fez vários filmes na década de 30 e 40, entre eles "Como agarrar um milionário" com Marylin Monroe.
R.I.P. ELIZABETH TAYLOR
( Londres, 27 fev/1932 – Los Angeles, 23 mar/2011 )
Hoje o mundo perdeu Elizabeth “Liz” Rosemond Taylor, a grande atriz, a eterna Cleópatra,a Dama, a Diva, talvez a última que tivemos o privilégio de ver ainda em nosso tempo e que compartilhou conosco seu talento, sua beleza, seus expressivos olhos violetas, suas alegrias e suas tristezas nessa maravilhosa sala de cinema que é a vida.
"– Sempre é bom começar pelo começo… Dorothy, siga a estrada de ladrilhos amarelos.
– Mas o que acontece se eu for por outro caminho?
– Dorothy, siga a estrada de ladrilhos amarelos!"
Dorothy está me perseguindo... hj pensei nos ladrinhos amarelos várias vezes, talvez pq eu mesma estou procurando meu caminho, perdida no mundo de Oz...
Lembro quando vi O Mágico de Oz pela primeira vez, era um Ano Novo de 1900 e bolinha, o filme era a grande atração da Globo, na data minha irmã havia acabado de nascer e minha mãe ainda estava repousando da dieta, foi um Ano Novo que passei assistindo só eu e meu pai, na sala da nossa casa no Conjunto Saturno e eu fiquei triste e chorei porque minha mãe não podia tomar champagne e estava de cama.
Mais tarde ainda revi com a minha irmã, na mesma tv Philco de caixa de madeira, preto e branco. O que quer dizer que só vi que o filme era Techinocolor, uma inovação para o ano que foi lançado nos cinemas 1939, muito mais tarde. Quando assisti pela enésima vez, agora numa tv novinha e à cores, fiquei meio frustrada que o filme começa em preto e branco...
e só quando a Dorinha, chega em Oz é que ele fica colorido.
Mas todo mundo lembra de O Mágico de Oz ( The Wizard of Oz ), não existe lista de clássicos sem ele, o enredo é simples: Dorothy é levada para uma terra mágica longe de sua casa em Kansas, lá ela deve encontrar seu caminho para o Mágico de Oz para que ele possa ajudá-la a voltar para seu próprio tempo e sua própria vida. Ao longo do caminho ela encontra vários personagens, alguns bons, outros ruins, cada um ajudando o seu progresso ao longo da jornada para encontrar o Bruxo, o espantalho que precisa de um cérebro, um homem de lata que precisa de um coração e um leão que precisa de coragem.
Não preciso dizer que Judy Garland é a perfeita Dorothy, inimitável, inigualável... é um filme perfeito, atemporal. Tem a Bruxa má do Oeste,
a bruxa de todas as bruxas, assombrando os sonhos de todas as crianças para sempre... e Dorothy, como toda garota que se preza, ainda tem lindos sapatinhos vermelhos mágicos.
Vale a pena seguir pela estrada de ladrilhos amarelos mais uma vez...
Se minha vida fosse um filme ela teria um ínicio lá nos anos 70 com Hair, afinal morava numa espécie de comunidade hippie, cabeludos, calças boca de sino, crescendo ouvindo Beatles, Led Zeppelin, Doors e Janes Joplin, entre outros.
Mas seria mesmo nos anos 80 que eu iria estrelar, ainda criança em Os Goonies
e
A Fabulosa fábrica de chocolate,
e ficaria por ali, na fila duaz vezes de ET - o extra terrestre
vivendo Uma história sem fim
tirando muitas Férias Frustradas
então como que por encanto iria entrar na adolescencia com muito estilo e ombreiras em O Casamento de Muriel
- sem o casamento... ao som de ABBA,
inventando moda em A garota de rosa shocking
, sem um James Spader novinho me assediando,
matando aula com Curtindo a vida adoidado
sem um amigo que o pai tivesse uma Ferrari
de castigo em O Clube dos cinco
não tão divertido assim
já uma Nerd em Jogos de Guerra
sendo criança de novo em Quero ser Grande
voltando ao futuro com De volta para o futuro
me aventurando com Indiana Jones
me apaixonando por River Phoenix em Conta Comigo
Tom Cruise em Top Gun,
John Cusack em Digam o Que Quiserem
e principalmente por Rob Lowie em O último ano do resto de nossas vidas .
Como nenhum filme é bom sem uma boa trilha sonora aí vai "Se minha vida fosse um filme nos anos 80"
Sinopse: Richard Hannay (Donat) está de férias em Londres e conhece uma mulher misteriosa que lhe fala alguma coisa sobre o caso de um homem que está sendo perseguido por envolvimento em uma trama de espionagem. Porém, a mulher é assassinada e Richard, mesmo sabendo dos riscos que corre, decide tentar resolver o mistério. Elenco:
Robert Donat - Richard Hannay
Madeleine Carroll - Pamela
Lucie Mannheim - Srta. Annabella Smith
Godfrey Tearle - Professor Jordan
Peggy Ashcroft - Margaret
John Laurie - John,
Helen Haye - Sra. Louisa Jordan
Fã de clássicos e já com o ingresso comprado para a peça de mesmo nome que estará no Festival de Teatro de Curitiba com Dan Stulbach e Danton Mello no elenco, fiquei rebatendo o sono na madrugada de ontem para assistir no TCM: Os 39 degraus, filme dirigido por Alfred Hitchcock, lançado em 1935 e a mais notável adaptação da história do escritor escoces John Buchan, que teve diversas versões para o rádio, tv, cinema e teatro.
Este filme é um dos primeiros trabalhos do cineasta e o qual lhe trouxe fama internacional, catapultando-o para Hollywood, nele pode-se notar a marca hitchcockiana: um homem inocente acusado injustamente, uma viagem de trem, casamentos felizes contra uniões infelizes, um homem comum em acontecimentos extraordinários, uma atrapalhada polícia, cenas levemente picantes, uma icy blonde que não parece muito suscetível ao charme do herói...
Donat está ótimo como o solteiro charmoso que é surpreendido por uma má sorte incrível, usando de raciocínio rápido e não se deixando abalar, se mantém um perfeito cavalheiro mesmo algemado a platinada mocinha Pamela, interpretada com naturalidade e inteligência por Carroll. Todo elenco de apoio é ótimo, Mannheim como a misteriosa espiã, o vilão interpretado por Sir Godfrey Tearle com Helen Haye como sua imperturbável esposa (ela pergunta se o senhor a quem o marido está apontando a arma vai ficar para o almoço). A jovem Dame Peggy Ashcroft como a esposa sofredora de um fazendeiro escocês, interpretado por Hugh Laurie, que ajuda o herói a escapar, eu também ajudaria já que ele pede assim com tanto jeitinho...
Hitchcock aparece no comecinho do filme como um traseunte que joga um papel na rua quando Donat e Mannheim estão pegando o onibus.
Os 39 degraus é um filme dinamico, de humor negro, divertido, inteligente e que antecipa o grande Diretor que Hollywood iria conhecer.
Agora esperar para conferir a peça no Festival dia 06 de abril.
Abaixo trechos do filme e da montagem brasileira da peça:
Na companhia dos Lobos ( The company of wolves ) - 1984
~~cuidado pode conter spoilers ~~
A frase acima está incompleta, o conselho da vovózinha da chapeuzinho vermelho é:
"Never stray from the path, never eat a windfall apple and never trust a man whose eyebrows meet in the middle." ou numa tradução livre " Nunca desvie do caminho, nunca coma uma maça que caiu do galho e nunca confie num homem cujas sombracelhas se juntam... " sábia essa vovozinha...rs
A história da Chapéuzinho Vermelho teve muitas versões ao longo dos séculos, a primeira ela nem tinha um manto vermelho, ela simplesmente era uma menininha que acaba sendo comida por um lobo, sem moral da história, sem e foi feliz para sempre... até que os irmãos Grimm a reescreveram e lhe deram o capuz vermelho e uma série de regras a seguir até a casa da vovózinha, bem como, de última hora ela e a avó são resgatadas com vida e inteiras da barriga do lobo pelo heróico caçador.
No filme "Na companhia dos Lobos" dirigido por Neil Jordan e escrito por Angela Carter, conta a história através de sonhos assustadores de uma jovem adolescente, entrando em sonhos dentro de sonhos e contos dentro de contos, alguns contados pela menina Rosaleen ( a chápeuzinho ) e outros pela vovózinha dela, nada simpáticos e muito assustadores... fica clara a ameaça, até predatória, da sexualidade masculina, Rosaleen é advertida pela avó para "não se desviar do caminho" e que os lobos se parecem com homens " mas são peludos por dentro". Entretanto, "Na companhia dos lobos", não é um filme de uma única nota, a própria mãe da Rosaleen lembra: " se há uma fera nos homens, ela encontra seu par nas mulheres também." Sugere que embora a sexualidade adulta seja ameaçadora, é também desejada pela jovem Rosaleen...
Tudo tem seu simbolismo no filme, é pura psicanálise, no início Rosaleen é vista dormindo num quarto de criança, cheio de brinquedos, mas traz os lábios coloridos de batom vermelho e sonha que sua irmã mais velha é atacada por um urso de pelúcia e uma boneca vestida de marinheiro e, ao final devorada por lobos... sugere que enfrentar a vida adulta despreparada é muito perigoso...
Já a jovem Rosaleen, sabe se cuidar muito bem na floresta sózinha, ouve as advertencias da avó e da não tão puritana mãe mas segue seu caminho, confiando em seu próprio instinto e deixa-se, conscientemente, seduzir e ser seduzida por um estranho na floresta ( cujas sombracelhas se juntam no meio ).
O lobo/caçador arrebenta a cabeça da avó, que se mostra de porcelana, como as bonecas de Rosaleen ( a que sonha no começo ) e esta, ao encontrar o lobo na casa da avó, já não o estranha, não é mais uma menina, o enfrenta, sem medo e transformando-se também em lobo, segue junto com seu par, pelas florestas escuras da vida.
Os lobos no filme não são somente machos, há lobos femeas também, confirmando a sagaz e prática mãe de Rosaleen, ela se transforma voluntariamente numa loba, revertendo o papel de vítima das histórinhas da carochinha... e segue seu lobo.
O cenário providencialmente artificial, torna-se interessante e mesmo com algumas falhas, é um filme extremamente inteligente, acompanhando a transformação da Rosaleen em mulher e o final, com o lobo entrando violentamente pela janela e destruindo os brinquedos, numa metáfora do fim da infância... é... soberbo... adoro esse filme!!! Já o assisti algumas vezes, é um filme de terror sim, mas psicanaliticamente desafiador.
Primeiro tenho que agradecer meu amigo Jopz que há muito tempo me indicou a Nosferatu, mas eu preguiçosa e deixa pra outro dia ainda não tinha visitado, mas sexta eu e minha irmãzinha fomos dar um pulo lá e que surpresa... boa. O acervo deles é sensacional, todos aqueles filmes que eu queria ver e não achava em lugar nenhum, tem até Nosferatu de F. W. Murnau de 1922, claro que já está na minha lista.
E já que íamos fazer uma sexta-feira feliz de mulherzinhas, escolhemos dois filmes que envolvem comida, afinal duas bruxas reunidas o assunto só poderia ser esse.
E aí vai duas sugestões de filmes que nem precisam ser para uma noite de mulherzinhas:
COMER, REZAR, AMAR
Eu li o livro e já achei a parte da protagonista com crise existencial uma chatice... no filme fica meio diluído, até porque a Julia Roberts não estava muito bem no papel, mas ainda assim é chato. Sobram as paisagens da Italia, India ( muito diferente da novela...rs ) e Bali ( onde ela encontra um divertido mestre Yoda ). E claro, James Franco e Javier Barden ( interpretando um brasileiro mais para argentino...rs ). Por mim eu faria as tres coisas, comer, rezar, amar só na Italia mesmo, não precisaria ir pra outro lugar nunca mais...rs
Resultado: meio sofrível mas dá pra assistir.
A FESTA DE BABETTE
Havia muitos anos que eu queria ver esse filme, ganhador do Oscar de filme estrangeiro em 1988 e recomendadíssimo pelo Paulo Francis ( aquele mesmo ).
E o filme não nos decepcionou, a adaptação soberba de Axel da história engraçada de Isak Dinesen é ao mesmo tempo bizarra e trágica, temperada por uma fotografia maravilhosa e atores excelentes. É uma história de auto-sacrificio, ambições frustradas, amores perdidos, recato... mas que culmina com a magia alegre que Babette prepara o banquete, desafiando a austeridade dos religiosos aldeões de uma vila esquecida na Jutlândia.
Aí vai a sinopse e trailer ( infelizmente só achei em dinarques ):
Na desolada costa da Dinamarca vivem Martina e Philippa, as belas filhas de um devoto pastor protestante que prega a salvação através da renúncia. As irmãs sacrificam suas paixões da juventude em nome da fé e das obrigações, e mesmo muitos anos depois da morte do pai, elas mantém vivos seus ensinamentos entre os habitantes da cidade. Mas com a chegada de Babette, uma misteriosa refugiada da guerra civil na França, a vida para as irmãs e seu pequeno povoado começa a mudar. Logo Babette as convence a tentar algo realmente ousado - um banquete francês! Sua festa, é claro, escandaliza os mais velhos do lugar. Quem é esta surpreendentemente talentosa Babette, que tem apavorado os moradores desta devota cidade com a perspectiva deles perderem suas almas por deleitarem-se com prazeres terrenos?
George VI (Colin Firth), conhecido como Bertie, assume, a contragosto, o trono de rei da Inglaterra quando seu irmão, Edward (Guy Pearce), abdica do posto em 1936. Despreparado, com o apoio de sua esposa Elisabeth ( Helena Bonham-Carter ) pede o auxílio de um especialista em discursos, Lionel Logue (Geoffrey Rush), para superar seu nervosismo e gagueira. Com o tempo, tornam-se amigos.
Gostei muito de O discurso do Rei, fui automaticamente absorvida pelo drama humano e em muitas cenas fiquei arrepiada pela interpretação dos dois personagens principais Colin Firth e Geoffrey Rush, além da excelente Helena Bonham-Carter que longe do marido consegue interpretar excepcionalmente o que talvez seja o papel mais "normal" da sua carreira. Não ficarei admirada se os tres levarem o Oscar. O filme de Tom Hooper não é só uma excelente e brilhante montagem de época, é um estudo de coragem, amizade e superação. Fiquei agoniada ao acompanhar a dificuldade da gagueira do rei, presa na tela até o momento final, que sinceramente, deu vontade de levantar e aplaudir. O discurso do Rei não é para o público comum, prova disso é que o cinema estava vazio, infelizmente cultura não é o forte do nosso povo ( seria por isso que não emplacamos um oscar de filme estrangeiro... ?). Mas é um filme notável sobre uma amizade notável, raro e que honra a inteligencia do seu expectador.
A corrida ao Oscar começou e este ano especialmente estarei de férias o que quer dizer que poderei ver até o final, proeza antes impossível pois o prêmio se passa num domingo... :)
E já tenho minha lista que publicarei mais tarde.
Hoje vou falar sobre os injustiados: filmes que deveriam ter levado a estatueta e não levaram.
1 . Gangs de Nova York ( 2002 ) o épico de Martin Scorcese, tinha a melhor história, melhor fotografia, melhores atores... mas não levou.
2 . Pulp Fiction ( 1994 ) tudo bem 1994 foi um ano difícil, como ganhar de Forrest Gump e ainda tinha no páreo: Um sonho de Liberdade e Quiz Show...
3 . E.T. ( 1982 ) O filme te Spielberg não era dramático o suficiente, então Ghandi levou a estatueta...
4 . Sobre Meninos e Lobos (2003) o filme do Clint Eastwood era muito melhor que o terceiro filme da Saga O Senhor dos Anéis ( O Retorno do Rei ) mas este último acabou levando em decorrencia dos anteriores.
5 . Genio Indomável ( 1997 ) Perdeu para o lacrimejoso e oceanico filme Titanic...
Hoje é a estréia simultanea, via Youtube do filme "Life in a day" às 23h, direto do Sundance Festval, os realizadores Ridley Scott e Kevin MacDonald juntaram-se ao YouTube para um documentário inédito, composto apenas por filmagens inseridas no site de partilha de vídeos durante o dia 24 de julho de 2010 quando milhares de pessoas no mundo todo participaram.